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terça-feira, 14 de junho de 2016

A escola de Mistérios do Olho de Hórus


O povo egípcio com o tempo compreendeu que viviam num mundo construído por um só Deus, que por suas características e momentos da humanidade recebe nomes diferentes, mas sempre mantêm a mesma força.
Os sumos sacerdotes do Egito com conhecimentos necessários derivados diretamente da Escola de Mistérios de Naacal na Atlântida criaram uma escola para garantir a sua casta e sua soberania.
A palavra Atlanti vem do egípcio e seu significado é (Atlu – Água) e (Anti – Divisão de Terra). Portanto o significado da palavra Atlanti é “Terra dividida pela Água”, devido ao grande cataclismo ocorrido no ano de 12.920 a.C. Os egípcios acreditavam que esse mesmo cataclismo foi universal não restringindo apenas a Atlântida. Já havia ocorrido em outra época a 38.000 a.C., por se tratar de um evento cíclico que ocorre a cada ano cósmico, 25.920 anos, era um evento previsível. Esses eventos não tinham para eles um caráter de destruição e desgraça e sim uma possibilidade de dar origem a uma nova forma de desenvolvimento e uma forma diferente de organização humana. Essas grandes mudanças de Era Cósmica se caracterizam especialmente pelas graves transformações que o Sol e a Terra sofrem durante esse período, mudando seu pólo magnético e alterando assim toda a vida e o clima no planeta Terra.
Os sacerdotes da Escola de Mistérios do Olho de Hórus conheciam os segredos do Universo e se viram diante da necessidade de continuar o processo de outras revelações ao antigo povo. Acreditavam que como o corpo humano, a Terra e todo o Sistema Solar precisavam morrer e renascer em um ciclo de vida periódico e permanente e que esses ciclos existiam para renovar e transformar.
Desenvolveram-se ao redor dos grandes templos com o objetivo de converter e ensinar o povo, ensinando os iniciados a sacerdotes e sacerdotisas a manejar as forças da Natureza em prol da expansão e do conhecimento espiritual de toda uma geração. Os estudos religiosos eram baseados sempre no estudo da reencarnação como ponto principal de qualquer aprimoramento. Ensinavam também ciências, artes, religião e filosofia. O símbolo escolhido por estes sacerdotes para dirigir o destino do Egito por milhares de anos nas sombras dos Faraós foi o Olho de Hórus. Uma espécie de código, uma assinatura que aparece nas muralhas e escrituras de todos os templos do antigo Egito. Um símbolo que traz a mente de imediato uma idéia direta e simples, mesmo muito tempo depois de ter sido desenhado. O Olho de Hórus remete a quem o vê a sabedoria e a liberdade que vive dentro de cada ser humano.  É o olho que tudo sabe e que tudo vê. A consciência sábia de cada ser humano ligada diretamente à força Divina chamada por eles de Phi. O olho eterno da consciência humana. Hórus, foi filho de Osíris e Isis e seu templo é um dos mais belos de todo o Egito.
O objetivo maior dos sacerdotes da Escola de Mistérios do Olho de Hórus era guiar o povo em paz, revelando informações preciosas sobre Deus, o Universo e o processo de transformação que sofre a consciência do homem através das diversas reencarnações, dentro de cada grande Era zodiacal descrita no Zodíaco de Dendera.
O método de aprendizagem era feito em todos os templos Luxor, Karnak e outros, onde moravam milhares de pessoas. Durante 21 anos, os escolhidos a sacerdotes submetiam-se aos mais diversos treinamentos mentais até receberem todos os conhecimentos necessários para se converterem em verdadeiros sacerdotes e sacerdotisas. As etapas desses aprendizados se passavam dentro de cada templo. Cada templo continha em seu interior informações especializadas sobre o Universo e a razão da existência. O sacerdote deveria se identificar com cada um deles e descobrir assim sua melhor aptidão e seu próprio propósito de vida.
Todos os ensinamentos da Escola de Mistérios do Olho de Hórus eram extraordinários, porém o mais importante deles era sem dúvida a visão de que a vida era um processo desenhado perfeitamente por Deus para ampliar a consciência e que o espírito do homem reencarna repetidamente para compreender o resultado de suas próprias decisões. Ao viver muitas vidas com experiências opostas, de angústia e de paz, de riqueza e de pobreza, de saúde e de doença, o homem compreende a razão de sua existência e acaba com suas limitações materiais. Mostravam para o seu povo que o ser humano não perde após a morte toda a sua experiência e informação que foram acumuladas. Elas ficavam sim gravadas na consciência: “O olho eterno e imortal de cada ser”.
O povo compreendeu, portanto que cada ação e cada escolha geravam reações e essas lhe traziam harmonia ou desarmonia, angústia ou paz, alegria ou sofrimento. A partir desse princípio começaram um longo processo de aprendizagem através das dualidades entre tudo o que existia e a compreender o valor da harmonia e que todos os caminhos levam de alguma maneira ao aperfeiçoamento. Por mais simples que fossem suas atividades, desde pescar semear e colher até comandar grandes templos, era um modo de se aproximar de Deus. Não existia a diferença entre sacro e mundano, entendiam o mundo como uma unidade e assim seguiam livremente sem a dominação do sentimento do medo em suas mentes. Respeitando e aceitando todos os seres da mesma forma, iguais perante a Criação e compreendendo que foram todos criados pela mesma força: A Força do Amor.
Em alguns templos chegavam a ficar dias seguidos dentro de salões totalmente escuros, repletos de crocodilos e serpentes, simplesmente para dominar o medo e ativar dentro da consciência a necessidade do amor.
Devido ao ensinamento e ao constante aperfeiçoamento, os sacerdotes ou sacerdotisas (os egípcios não faziam qualquer distinção entre os sexos) vibravam em altíssimas freqüências energéticas, podendo movimentar através dos chackras superiores grandes quantidades de energia diariamente.
Finalmente, durante a Era de Touro dedicaram-se a experimentar as formas piramidais de energia, colocando definitivamente o grande conhecimento herdado dos Atlantis em prática. Construíram muitas pirâmides até chegar ao modelo perfeito da pirâmide de Keops.
As pirâmides eram na verdade grandes maciços com milhares de toneladas de quartzo que vibravam junto ao movimento do Planeta. Hoje conhecemos que a velocidade de rotação (ao redor de si mesma) é de 1.800 km/h e a velocidade de translação (ao redor do Sol) é de 108.000 km/h. A fricção desses maciços de quartzo gera altos níveis de energia que juntamente ao alto nível de consciência em que os sacerdotes conseguiam alcançar em rituais dentro das gigantescas pirâmides podia levá-los a experimentar um nível de vibração desconhecido por qualquer outro ser: “O Sétimo Nível de Consciência”. Um nível onde o ser humano pode vivenciar verdades universais (estado de Deus homem) e retornar com um nível de conhecimento muito superior a qualquer outra pessoa. Os sacerdotes, portanto, tinham a responsabilidade de ultrapassar dimensões de tempo e espaço e revelá-las aos faraós e a todo o povo egípcio.         


           Podemos dizer que esse processo que os sacerdotes experimentavam durante 21 anos era uma espécie de resumo compactado que eles deveriam passar, comparado com toda uma existência cósmica que todos os demais seres humanos devem experimentar durante várias encarnações.
O Ano Solar do Zodíaco de Dendera que dura 25.920 anos, vem nos mostra que cada ser humano tem a possibilidade de viver aproximadamente 700 vidas terrenas durante esse enorme Ciclo Cósmico. Nesse período experimentamos as mais diversas personalidades, dificuldades, nascemos homens, mulheres, observamos as mais diversas manifestações emocionais, mentais e espirituais superiores, como a intuição e a inspiração, tudo com o objetivo de compreender o Universo e suas leis, alcançando assim patamares evolutivos superiores e consequentemente a perfeição para sempre.


Hórus é o olho da águia dourada, que sobrevoa por cima de todas as circunstâncias materiais. Representa o momento da ressurreição, da iluminação e da revelação da imortalidade, o fim das limitações materiais. Momento de viver todas as vidas já vividas e tornar o conhecimento adquirido através delas real e ativo.
No antigo Egito o poder dos sacerdotes da Escola de Mistérios do Olho de Hórus era essencial para manter a base do poder dos grandes Faraós. Atualmente o poder do símbolo do Olho de Hórus modificou-se drasticamente, no entanto continua presente no mundo.  Inativo no consciente das pessoas em geral, mas extremamente atuante e ativo no consciente de muitas sociedades secretas que mantém o poder econômico, político, intelectual e científico ao redor do mundo. O Olho de Hórus tem o poder da iluminação.     

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